quarta-feira, 29 de junho de 2011

Água e energia

Introdução Esta é a  proposta de trabalho de uma série, sobre a questão da água no Brasil e no mundo. Até aqui, os professores e estudantes tiveram a oportunidade de entrar em contato com temas e assuntos como o ciclo da água, a distribuição e a disponibilidade de água na Terra – face às condições naturais e, principalmente, aos usos desse recurso – e também suas modalidades de utilização e repercussões. Na quarta sequência didática esteve em questão a gestão dos recursos hídricos no Brasil e no mundo, apontando a necessidade de visões integradas e usos compartilhados das bacias hidrográficas. 

Planos de aula
    Agora, vamos examinar o uso da água para a produção de energia e avaliar seus limites e possibilidades, com destaque para a situação do Brasil, onde as usinas hidrelétricas são as responsáveis por mais de dois terços da energia elétrica gerada no país.
Objetivos
• Identificar a produção de energia a partir de usinas hidrelétricas no Brasil e no mundo, avaliando o potencial energético e a capacidade instalada em diferentes bacias hidrográficas.
• Avaliar limites e possibilidades e eventuais impactos socioambientais provocados pela instalação dos sistemas de geração de energia a partir de usinas hidrelétricas.
• Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para preservar os recursos hídricos e evitar usos inadequados da energia disponível.

Conteúdos Água e energia: matriz energética; geração de energia a partir de usinas hidrelétricas no Brasil e no mundo; uso da água para geração de energia e impactos socioambientais.

Áreas do conhecimento Geografia, Ciências e História

Ano 1º ao 5º ano
Tempo estimado Três aulas
Desenvolvimento das atividades
Primeira e segunda aulas
De onde vem a energia elétrica que utilizamos todos os dias? Como é a composição da matriz energética nacional? Nesse quadro, qual é o papel da energia hidrelétrica? Por que, mesmo com a disponibilidade de recursos naturais no Brasil, são instituídos planos e aparecem recomendações para economizar energia? Essas e outras questões podem compor planos de aula, projetos de trabalho na escola e sequências didáticas sobre a relação entre água e energia.
Peça que a turma se divida em grupos. Cada um deve preparar listas com as atividades diárias de cada membro que envolvem o consumo de energia elétrica, desde o despertar até a hora de dormir. Proponha que listem também os aparelhos utilizados nessas atividades. A seguir, faça uma roda de conversa com os resultados, aproveitando para lançar algumas questões: como a energia chega até a casa de cada família? A família de cada aluno consome muita ou pouca energia? Esse consumo vem aumentando ou diminuindo? Como é possível descobrir essa informação? O que se pode fazer para evitar gastos desnecessários de energia? Para começar a responder a essas questões, proponha que cada aluno examine a conta de luz de sua casa e traga os resultados para a aula seguinte. Na conta de luz, há obrigatoriamente um campo chamado de “Informações de Leitura”. Nele, aparece um pequeno gráfico de barras comparando o consumo dos meses do ano. Assim, com a ajuda dos adultos, cada estudante pode descobrir como estão os níveis de consumo na residência.

Terceira aula
Faça uma roda de conversa com a turma sobre os resultados da leitura da conta de luz. Considere as variações para menos no consumo de energia elétrica nos meses de férias ou recesso escolar e verifique se há redução no período de vigência do horário de verão, de outubro a fevereiro. Geralmente, há redução de consumo nesses meses, já que a iluminação natural ocorre durante mais tempo.

Em relação ao sistema que abastece as residências, mostre que a energia chega pela rede elétrica instalada, que, por sua vez está ligada a subestações e às usinas geradoras. Como a energia gerada não poe ser armazenada, é preciso evitar gastos desnecessários, como deixar lâmpadas e aparelhos ligados na ausência de pessoas. O mesmo vale para banhos demorados e uso excessivo de torneiras elétricas, que consomem muita água e energia. Explique que a economia de energia contribui para reduzir a pressão sobre os recursos naturais, em especial na instalação de novas usinas hidrelétricas.

Proponha que os alunos, em pequenos grupos, elaborem desenhos e cartazes abordando a importância da economia de energia por todos os setores. Combine com a eles a exposição dos resultados na escola. 

Avaliação
No caso das turmas do Fundamental I, considere a participação dos estudantes nas tarefas coletivas e individuais. Examine com atenção os relatórios da leitura de conta de luz e avalie os produtos finais sobre a economia de energia. Nas conversas e na produção de textos, observe a compreensão da importância da economia de água e energia e seu significado para reduzir a pressão sobre os recursos. Nas turmas do Fundamental II, é essencial avaliar o domínio dos conceitos, noções e processos em jogo, como os de matriz e fonte energética, recurso renovável e não-renovável e as análises sobre a produção de energia hidrelétrica. Avalie o conjunto das produções de texto e a participação de cada um. Reserve um tempo para que as turmas avaliem as experiências. 

domingo, 26 de junho de 2011

Consumo consciente

Introdução
Este plano de aula de uma série de propostas, que traz como tema central a gestão da água no Brasil e no mundo. 
vamos tratar da identificação dos pontos de pressão e conflitos pelo uso da água, bem como das formas de cooperação e gestão compartilhada dos recursos hídricos. 
Trata-se de responder à pergunta: onde há pouca água, quem deve utilizá-la prioritariamente? Como ressaltam os especialistas Robin Clarke e Jannet King, vêm ocorrendo avanços no uso compartilhado de bacias hidrográficas entre os países. No Brasil, as leis aprovadas a partir do final da década de 1990 indicam prioridades de usos e medidas e políticas de gestão integrada e recuperação dos cursos d'água e bacias. Mas ainda há muito por fazer, como os estudantes poderão comprovar.
O próximo plano de aula encerra a série sobre a água, com o debate sobre água e geração de energia.

Objetivos 
Identificar pontos de pressão e conflitos pelo uso da água no Brasil e no mundo.
Reconhecer e avaliar políticas e medidas de gestão compartilhada dos recursos hídricos nacional e internacionalmente.
Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para preservar os recursos hídricos disponíveis.

Conteúdo
Água: conflitos, cooperação e gestão dos recursos hídricos

Ano
1º ao 5º anos

Tempo estimado
Quatro aulas

Desenvolvimento
Primeira e segunda aulas
Planos de aula, projetos de trabalho na escola e sequências didáticas podem se orientar pelas seguintes questões: que ações precisam ser desenvolvidas para garantir a qualidade e disponibilidade de água para diferentes usos? Existem leis sobre isso? O que elas indicam? O que significa gestão integrada dos recursos hídricos? Qual é o papel dos diferentes atores sociais quando estão em questão a oferta e a qualidade da água?
Peça que a turma se divida em grupos e, a partir do que já foi estudado, faça uma lista de ações para preservar e garantir a qualidade e oferta de água na localidade. Proponha que retomem os usos que consomem ou comprometem os recursos hídricos no município: os rios e córregos estão poluídos ou contaminados por dejetos domésticos, industriais ou agrícolas? De onde vem essa poluição? As margens de rios, córregos ou lagos estão desmatadas ou foi mantida a cobertura vegetal? Como está a rede de coleta e o tratamento de esgotos no município e região? Deixe que falem e escrevam livremente sobre esses pontos, a partir do que já observaram ou vivenciaram. Considere a possibilidade de levar um técnico, pesquisador, autoridade ou representante de organização social para conversar com os alunos. Ou, de outro lado, verifique se há comitê de bacia hidrográfica na região ou no município e examine a perspectiva de programar uma visita com os alunos.
A seguir, é importante definir com a garotada uma atividade a ser desenvolvida pela turma para contribuir para a preservação dos recursos hídricos locais. Em várias escolas e municípios do país, os estudantes vêm se mobilizando para, por exemplo, promover o replantio das matas ciliares com espécies nativas. Se a opção for por essa medida, é preciso descobrir se existem viveiros de mudas na localidade ou se há instituições e organizações sociais ocupadas com ações como essas. Os alunos, mediante a assessoria de técnicos e professores, poderão criar viveiros de mudas de plantas na escola.

Terceira e quarta aulas
Faça uma roda de conversa com a garotada e discuta a importância das matas ciliares. Como o nome diz, elas se dispõem ao longo das margens dos cursos d’água e auxiliam no controle da erosão e do assoreamento. Contribuem para manter a quantidade e qualidade dos recursos hídricos, filtrando possíveis resíduos depositados na água. Além disso, ao formarem corredores de vegetação, as matas ciliares (ou de galeria) colaboram para manter a biodiversidade e oferecer alimento e abrigo à fauna.
Com a ajuda de técnicos locais e dos professores, os alunos podem mapear e escolher a área para o plantio das mudas. Nesse percurso, poderão convidar outras turmas da escola a participar e organizar um evento para marcar o plantio, mais adiante, com a participação dos pais, membros da comunidade, representantes do poder público e organizações locais. Com esta atividade prática, poderão compreender a importância desse tipo de ação para a revitalização de rios, córregos e lagos.

Avaliação
No caso das turmas do Fundamental I, é importante levar em conta a participação de cada aluno nas tarefas coletivas e individuais. Examine com atenção os trabalhos individuais e em grupos na constituição do projeto de plantio de mudas. Nas conversas e na produção de textos, observe a compreensão da importância da água e sua inter-relação com os outros elementos do meio físico e social.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A água no cotidiano

Introdução
Ao lado da biodiversidade e do aquecimento global, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais do mundo atual. Relatórios da ONU indicam que quase 20% da humanidade - cerca de 1 bilhão de pessoas – não têm acesso à quantidade mínima aceitável de água potável e aos 20 a 50 litros diários necessários para beber, cozinhar e tomar banho. Em contrapartida, o consumo per capita em países ricos como Estados Unidos e Canadá é de 300 litros diários de água. Inúmeras regiões do planeta já estão marcadas pela escassez e pelo estresse hídrico – desequilíbrio entre demanda e oferta de água, causado, entre outros fatores, pela contaminação dos recursos. Esse quadro vem gerando disputas e conflitos.
Este plano de aula inicia uma série de cinco propostas para trabalhar com a questão hídrica no Ensino Fundamental. Serão abordados aqui, sob o ângulo da sustentabilidade e do consumo consciente, a origem, composição e distribuição da água e seus caminhos pela natureza, essenciais para compreender sua importância: sem ela, não seria possível a vida na Terra.

Objetivos 
Identificar a presença da água no cotidiano e reconhecer sua importância como recurso natural indispensável à vida no planeta.
Reconhecer as diferentes etapas e processos que constituem o ciclo da água na natureza e avaliar repercussões das alterações nele promovidas pelas atividades humanas.

Conteúdos
Água: distribuição, usos e consumo e ciclo da água

Ano
1º ao 5º
Tempo estimado Quatro aulas
Desenvolvimento das atividades Primeira aula
De onde vem a água? Como ela chega até as nossas casas, pronta para o consumo? Como a utilizamos? Como podemos economizá-la, evitando o risco de o recurso faltar no futuro? Essas questões podem ser o ponto de partida para planos de estudo, projetos ou sequências didáticas sobre a questão da água.

Pode-se propor, de início, que os alunos elaborem, em pequenos grupos, listas com o uso da água em suas atividades diárias: para beber, tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos e o rosto, cozinhar, lavar objetos etc. Conversando entre si, podem descobrir também outros usos não diretamente ligados ao seu próprio cotidiano, como o agrícola e o industrial. Peça que todos mostrem os trabalhos à turma e discuta os resultados, destacando a presença e a importância da água em praticamente tudo o que fazemos. Aproveite e assinale, também, que ela é essencial ao organismo humano porque ajuda a regular a temperatura do corpo e a diluir ou transportar substâncias.
Segunda aula
As turmas podem iniciar esta aula assistindo ao vídeo
Saber sobre a água, da Universidade de São Paulo. Como ele também mostra aspectos do ciclo da água na natureza e sua presença na superfície terrestre (rios, lagos e mares) e na atmosfera, pode-se aproveitar para conversar sobre isso com os estudantes. Estimule-os a falar sobre aspectos climáticos que já tenham observado, como os períodos de maior ou menor precipitação, que denotam padrões sobre a presença da água. Assinale que a Terra é o único planeta do Sistema Solar que tem a água nos três estados (sólido, líquido e gasoso). Ao final da aula, eles podem fazer representações em desenhos, textos ou colagem de figuras sobre os caminhos da água, sem a preocupação com a precisão sobre termos e processos neste momento.
Terceira e quarta aulas
Dedique as duas últimas aulas à preparação e à exposição dos resultados finais. Com base no que já foi visto, proponha aos estudantes o debate sobre formas de economizar e utilizar adequadamente a água (a reportagem “
Poluição e desperdício reduzem a água disponível no Brasil” tem dados sobre usos e consumo no Brasil ). Esclareça que, para chegar às residências e aos estabelecimentos comerciais e industriais, a água é captada em rios, lagos ou reservatórios, vai para uma estação de tratamento, onde passa por processos de filtragem e purificação, sendo distribuída pela rede aos domicílios e estabelecimentos, pronta para o consumo. Recomenda-se filtrar ou ferver a água antes de bebê-la.

Organizado em pequenos grupos, o pessoal pode elaborar folhetos com dicas para economizar água. Nas residências, é preciso atenção especial com o uso da água no banheiro (não tomar banhos demorados, fechar a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba, consertar vazamentos etc.), na cozinha (manter torneiras fechadas ao ensaboar a louça), evitar o uso de mangueiras em jardins e na lavagem de carros ¬– o gasto de água é muito maior do que com o uso de balde. O controle do consumo residencial pode ser acompanhado pela leitura da conta mensal. Os mesmos procedimentos valem para os ambientes de trabalho. Chame a atenção dos estudantes para as responsabilidades do poder público, encarregado de consertar ou instalar redes de abastecimento e coleta de água e tratamento de esgotos, fazer reparos em vazamentos ou realizar a limpeza de espaços públicos. Os alunos podem desenhar ou colar figuras e desenhos para ilustrar o folheto, que pode ser distribuído a outras turmas da escola e à comunidade.
Avaliação
Leve em conta os objetivos definidos inicialmente. Como a sequência didática é um conjunto articulado de aulas e atividades, registre a participação dos estudantes nas diferentes etapas e nos trabalhos individuais e coletivos. Examine a produção de textos, painéis, desenhos e outros trabalhos realizados por eles. Se necessário, promova debates ou atividades individuais para examinar o que os estudantes aprenderam neste percurso.

O bom uso da água

Introdução
Este plano de aula de uma série de cinco propostas para trabalhar com os estudantes a questão da água. No primeiro plano,
O caminho das águas, foram desenvolvidas atividades sobre o ciclo da água e seus caminhos na natureza. Já no segundo plano, Água para consumo, foi examinada a distribuição do recurso nos diferentes países e regiões do planeta. Examinamos em detalhes o caso do Brasil, que conta com 12% das águas superficiais do planeta, mas mesmo assim convive com a escassez em diversas regiões. Vale lembrar que apenas 2,5% de toda a água existente na Terra é doce e somente um terço disso está pronto para o consumo.
Agora, vamos examinar mais de perto os usos da água, tanto para o abastecimento doméstico como para o uso industrial e agrícola, analisando também perspectivas para seu reaproveitamento. No próximo plano, estarão em foco medidas e propostas para a gestão dos recursos hídricos.

Objetivos
Compreender as noções de uso da água, uso com intervenção e sem intervenção e uso sustentável dos recursos hídricos.
Analisar os diferentes usos da água e suas repercussões na distribuição e disponibilidade do recurso.
Reconhecer e analisar práticas e situações que comprometem a disponibilidade de água no Brasil e no mundo e examinar propostas para seu uso sustentável.

Conteúdos específicos
Água: usos, consumo, disponibilidade e sustentabilidade. Poluição da água

Anos
6º ao 9º ano

Tempo estimado
Quatro aulas

Desenvolvimento das atividades

Primeira e segunda aulas
Qual é o destino da água disponível? Quais são os setores que mais consomem água no mundo? E no Brasil, como é essa proporção? Existem usos que não comprometem as reservas? Quais são eles? Essas são algumas indagações importantes quando o assunto é a água. Elas podem ser consideradas pontos de partida para projetos de trabalho, sequências didáticas e aulas sobre o tema.

Solicite aos alunos que, também em pequenos grupos, preparem listas com os usos possíveis da água e elaborem quadros com classificações sobre usos, setores e suas repercussões em relação às reservas do recurso. Peça que as equipes apresentem os resultados e construa, em conjunto, um quadro-síntese.

Em seguida, lance algumas questões: o que todos entendem por uso da água? Há diferenças entre os usos? Quais? Esclareça que a água é um recurso com múltiplas utilidades. E, assim como ocorre com outros recursos naturais, existem usos com e sem intervenção humana, ou ainda, sem grandes transformações nos espaços. Mostre que o uso é um elemento essencial de incorporação da natureza pelas sociedades. Dessa forma, os sistemas naturais foram se tornando extensões dos sistemas técnicos humanos.

Não por acaso, diversas culturas se instalaram junto às margens de rios, que passaram a compor os sistemas urbanos, seja para captação de água ou de alimentos para o consumo, seja para o transporte e mesmo a dispersão de resíduos – algo cujo resultado é bem conhecido. Nessas áreas, de acordo com as técnicas disponíveis, cursos de rios foram alterados, construíram-se barragens e houve a captação de água para uso agrícola. Entre os usos sem intervenção estão a navegação e a pesca, o que não significa necessariamente a ausência de efeitos indesejáveis.

Vale dizer que algumas dessas aplicações tornaram-se insustentáveis do ponto de vista social, ecológico e econômico. Ou seja, há usos que comprometem outros usos, às vezes de forma irremediável. Por exemplo, usar um rio ou lago para o despejo de resíduos domésticos e industriais impede que a água seja bebida pelos seres humanos e prejudica a reprodução da flora e da fauna aquáticas, além de impedir que as margens se tornem áreas de lazer. Peça que registrem as conclusões (veja outras informações na reportagem
Quantos litros de água potável existem na Terra?, do Planeta Sustentável)

Terceira e quarta aulas
Retome as discussões das aulas anteriores e proponha que os alunos examinem os gráficos abaixo. Eles podem verificar que as proporções dos usos são semelhantes no Brasil e no mundo. Nos dois casos, cerca de dois terços da água disponível destinam-se à agropecuária. No cenário mundial, parte significativa do recurso vai para a irrigação de culturas agrícolas, como arroz, soja e trigo, e um montante ainda maior para o gado, a chamada dessedentação animal. Em alguns países, a destinação para uso industrial também é importante. No Brasil, o Código de Águas de 1934 enfatizava a necessidade de usá-la para produção de energia e para atividades industriais, num contexto em que o país iniciava sua arrancada para o crescimento econômico. Nos últimos anos, em especial após 1997, com a nova Lei de Águas e a instituição da Política Nacional de Recursos Hídricos, esse quadro mudou. Estabeleceu-se que, em situações de escassez e conflitos de uso, as prioridades são o abastecimento humano e a dessedentação animal. Entretanto, há conflitos e disputas evidentes no país. Proponha que os estudantes façam rápidas pesquisas na internet ou na biblioteca da escola e situem alguns deles, como o da transposição das águas do rio São Francisco e o uso de bacias do interior, como a do rio Piracicaba, para abastecer a metrópole paulistana. A poluição por dejetos industriais e domésticos, assim como o desperdício e as perdas na rede agravam esse quadro – mesmo num país como o Brasil, que tem grande disponibilidade natural (a reportagem
Líquido precioso, do Planeta Sustentável, traz outros dados sobre o tema).

Os alunos podem refletir sobre até que ponto vale a pena manter o padrão de uso da água para culturas agrícolas de exportação, como a soja, que serve à produção de ração para o gado na Europa e na China, países que importam o produto do Brasil. Lembre também que, como será examinado no próximo plano de aula, a nova legislação nacional prevê a criação de comitês de gestão das bacias hidrográficas e a implantação de usos sustentáveis e compartilhados. Entre as propostas estão a destinação da água de reuso (tratada para usos não-potáveis) para a agricultura e a recuperação de matas ciliares. O tema pode ser objeto de uma dissertação individual que discuta e avalie criticamente perspectivas para a água com base nos usos atuais.

Fonte: Aquastats (Relatório da FAO-ONU de 2003); World Development Indicators (Relatório do Banco Mundial, de 2003); Atlas da Água (2005), de Robin Clarke e Jannet King

Avaliação
Avalie o conjunto da produção de textos e a participação de cada um. Examine o domínio dos conceitos, noções e processos em jogo nessa sequência de atividades, de acordo com os objetivos iniciais.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Gestão das águas

Introdução
Este é o  plano de aula, que traz como tema central a gestão da água no Brasil e no mundo. Nos planos anteriores, foram abordados temas como
o ciclo da água, a distribuição e disponibilidade do recurso em nosso país e em outras regiões do planeta e a questão dos usos e consumo da água. Agora, vamos tratar da identificação dos pontos de pressão e conflitos pelo uso da água, bem como das formas de cooperação e gestão compartilhada dos recursos hídricos.
Trata-se de responder à pergunta: "onde há pouca água, quem deve utilizá-la prioritariamente?” Como ressaltam os especialistas Robin Clarke e Jannet King, vêm ocorrendo avanços no uso compartilhado de bacias hidrográficas entre os países. No Brasil, as leis aprovadas a partir do final da década de 1990 indicam prioridades de usos e medidas e políticas de gestão integrada e recuperação dos cursos d’água e bacias. Mas ainda há muito por fazer, como os estudantes poderão comprovar.
O próximo plano de aula encerra a série sobre a água, com o debate sobre água e geração de energia.
Objetivos 
- Identificar pontos de pressão e conflitos pelo uso da água no Brasil e no mundo.
- Reconhecer e avaliar políticas e medidas de gestão compartilhada dos recursos hídricos nacional e internacionalmente.
- Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para preservar os recursos hídricos disponíveis.
Conteúdo
Água: conflitos, cooperação e gestão dos recursos hídricos

Ano
6º ao 9º anos
Tempo estimado Quatro aulas
Desenvolvimento

Primeira e segunda aulas
Planos de aula, projetos de trabalho na escola e sequências didáticas podem se orientar pelas seguintes questões: que ações precisam ser desenvolvidas para garantir a qualidade e disponibilidade de água para diferentes usos? Existem leis sobre isso? O que elas indicam? O que significa gestão integrada dos recursos hídricos? Qual é o papel dos diferentes atores sociais quando estão em questão a oferta e a qualidade da água?
Vale a pena retomar assuntos já discutidos em sala de aula. Situe alguns pontos de pressão, em que a escassez de recursos hídricos provoca conflitos e tensões entre países. Entre eles estão a disputa pelas águas da bacia do rio Jordão, entre Israel, Jordânia e Síria. A água é um tema importante também nos embates entre israelenses e palestinos. Enquanto os primeiros têm um consumo médio diário por pessoa de 350 litros, os segundos ficam com 71 litros. Israel extrai cerca de 75% da água do alto curso do Jordão, desviados por mais de 200 quilômetros de canais. Há disputas também na Ásia central pela posse e pelo uso das águas dos rios Sry Darya e Amu Darya. Do mesmo modo na América do Norte: EUA e México têm contenciosos antigos pelas águas do rio Colorado – hoje minguadas e salinizadas.
No século 20, diversos lugares foram palco do uso da água como arma de guerra: na antiga Iugoslávia, em 1999, quando os sérvios cortaram o abastecimento para o Kosovo, no Nepal, na Malásia, na Austrália, na bacia do Okavango, sudoeste da África, e muitos outros (consulte também a série Líquido Precioso, do Planeta Sustentável).
Embora o Brasil disponha de aproximadamente 12% do volume total de água doce do planeta, a distribuição e, em especial, a apropriação do recurso, não são homogêneas. Peça que os estudantes examinem o gráfico "Desafios da Gestão da Água no Brasil” (abaixo). Eles poderão constatar as particularidades de cada grande região brasileira. Em grandes metrópoles, aumenta a demanda de água e a busca pelo recurso em bacias vizinhas, caso da Grande São Paulo, em que parte das necessidades são atendidas pelas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Os embates tem sido difíceis mesmo nos Comitês de Bacias Hidrográficas. Na metrópole, a ocupação avança pelas áreas de mananciais e a ausência de coleta e tratamento de esgoto, regra geral para metade dos domicílios do país, ainda é um desafio (e dificilmente aparece como prioridade de governantes).
Destaque para a garotada que a gestão integrada da água depende, assim, de mapear e conhecer o recurso em diferentes ambientes (águas superficiais, subterrâneas, na atmosfera), otimizar os seus múltiplos usos, a economia e o tratamento da água. É preciso também conhecer os atores, as atividades e os grupos que demandam e utilizam cada bacia. Como a água se torna cada vez mais valiosa, organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a gestão compartilhada e integrada é a melhor saída para atender a todos.
Mostre também que o debate sobre o uso da água deve comportar diversas variáveis e dimensões, como indica o Plano Nacional de Recursos Hídricos, entre elas o espacial (incluindo a urbanização), a ambiental, a política, a legal-institucional, a econômica, a demográfica e a sócio-cultural, as novas tecnologias, as questões de saúde e de desenvolvimento humano. Cresce também a importância e a responsabilidade dos municípios.
Proponha que pesquisem para as próximas aulas o que estabelece a recente legislação brasileira, no que toca à gestão dos recursos hídricos, os comitês de bacias e os programas de revitalização de rios e bacias (ver indicações ao final deste plano).
Asia central: muitos países e poucos rios
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Bacia do rio Jordão
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Desafios da gestão da água no Brasil
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 Peça aos jovens que apresentem os resultados das pesquisas indicadas antes. Assinale para os alunos que a partir de 1997 instituiu-se no Brasil um novo arranjo institucional para o gerenciamento dos recursos hídricos. Criou-se um sistema nacional, composto pelo Plano Nacional de Recursos Hídricos, que possui metas e ações, um Conselho Nacional de Recursos Hídricos, e os comitês de bacias hidrográficas. Estas são instituições compostas pelos poderes públicos e representantes da sociedade civil. Os comitês debatem a situação da bacia, promovem estudos e levantamentos e tomam decisões sobre cobrança pelo uso da água (diferenciado, por exemplo, para grandes empresas) e o rateio de custos de obras de uso coletivo e comum. Alguns comitês, como o rio Paraíba do Sul, que percorre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estão em estágio avançado. Outros pontos ainda merecem debate público, como a transposição do São Francisco, e o abastecimento e reaproveitamento da água nas grandes cidades.
Na escala global, alguns avanços merecem destaque, como a aprovação pela ONU da Lei de Uso Não-Náutico de Cursos D’água Internacionais. Segundo Clarke e King, o cenário tem mostrado avanços na cooperação. São exemplos as comissões para gerir as águas do rio Indo, entre Índia e Paquistão, e do rio Mekong, no sudeste asiático, e também acordos na bacia do rio Nilo. A gestão da água, seus avanços e impasses, configuram um bom tema para uma dissertação individual. Encomende a tarefa e discuta os resultados com os alunos.
Avaliação 
É essencial avaliar o domínio dos conceitos, noções e processos em jogo nessa sequência de atividades, de acordo com os objetivos iniciais. Entre elas, as de conflito, escassez, gestão integrada e compartilhada. Examine o conjunto da produção de textos e a participação de cada um. Reserve um tempo para que as turmas avaliem as experiências.

SÉRIE SOBRE ÀGUA - O USO DA ÀGUA

Introdução
Este é o plano de aula de uma série de cinco propostas para trabalhar com os estudantes a questão da água. No primeiro plano -
A água no cotidiano -foram desenvolvidas atividades sobre o ciclo da água e seus caminhos na natureza. Já no segundo plano - A oferta de água - foi examinada a distribuição do recurso nos diferentes países e regiões do planeta. Examinamos em detalhes o caso do Brasil, que conta com 12% das águas superficiais do planeta, mas mesmo assim convive com a escassez em diversas regiões. Vale lembrar que apenas 2,5% de toda a água existente na Terra é doce e somente um terço disso está pronto para o consumo.
Agora, vamos examinar mais de perto os usos da água, tanto para o abastecimento doméstico como para o uso industrial e agrícola, analisando também perspectivas para seu reaproveitamento. No próximo plano, estarão em foco medidas e propostas para a gestão dos recursos hídricos.

Objetivos
Compreender as noções de uso da água, uso com intervenção e sem intervenção e uso sustentável dos recursos hídricos.
Analisar os diferentes usos da água e suas repercussões na distribuição e disponibilidade do recurso.
Reconhecer e analisar práticas e situações que comprometem a disponibilidade de água no Brasil e no mundo e examinar propostas para seu uso sustentável.

Conteúdos específicos
Água: usos, consumo, disponibilidade e sustentabilidade. Poluição da água

Anos
1º ao 5º ano

Tempo estimado
Quatro aulas

Desenvolvimento das atividades
Primeira e segunda aulas
Qual é o destino da água disponível? Quais são os setores que mais consomem água no mundo? E no Brasil, como é essa proporção? Existem usos que não comprometem as reservas? Quais são eles? Essas são algumas indagações importantes quando o assunto é a água. Elas podem ser consideradas pontos de partida para projetos de trabalho, sequências didáticas e aulas sobre o tema.

Peça que, em pequenos grupos, todos preparem listas com os usos possíveis da água. Para desenvolver o trabalho, o professor deve levar em conta os seguintes aspectos: abastecimento humano (beber, tomar banho, cozinhar, lavar objetos), agricultura e criação de animais (dar de beber ao gado, irrigar cultivos, lavar instalações etc.), indústrias e estabelecimentos comerciais e de serviços, navegação, pesca e aquicultura, geração de energia e outros. Eles podem conversar com familiares e outras pessoas para ampliar a lista. Na próxima aula, devem apresentar os resultados para os colegas.

Terceira e quarta aulas
Peça que a garotada apresente os resultados das aulas anteriores em classe e organize uma roda de conversa sobre o assunto. Você pode ler em voz alta alguns dados do quadro "Onde a água é usada” (abaixo), destacando o peso acentuado da agropecuária. Em seguida, proponha que os alunos escolham alguns itens da lista e façam desenhos representando a utilização de recursos hídricos. Peça que representem, para o caso do Brasil, as prioridades definidas para o uso de água de acordo. Para este trabalho, leve em conta a legislação vigente, que prioriza o consumo humano e animal em situações de escassez. Os desenhos, acompanhados de textos e figuras, podem compor painéis feitos em pequenos grupos para serem expostos na escola.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Etanol e biodiesel

Paisagem local


Mais sobre energia
Série sobre energia
Planeta Sustentável
Introdução
Este é o segundo de uma série de quatro planos de aula sobre a questão da energia no Brasil e no mundo. No plano anterior (Fontes de energia), foram examinados a oferta e o consumo de energia por fonte em diferentes países e foi ressaltada a grande dependência em relação aos combustíveis fósseis. Foram mostradas, também, situações como a do Brasil, que conta hoje com uma matriz energética mais equilibrada e diversificada. Neste e nos próximos planos, serão examinadas em detalhes as fontes de energia alternativas ou complementares e seu potencial para substituir fontes convencionais de elevado teor energético, mas poluentes e não-renováveis, como o petróleo.
Na aula anterior, foi analisado o papel da energia hidrelétrica, em especial para o caso brasileiro. Neste plano, vamos examinar a produção de etanol e de biodiesel no Brasil e no mundo e seus usos e finalidades, fazendo uma comparação com as fontes fósseis. Se necessário, retome com os estudantes dados e conceitos discutidos nas aulas anteriores.

Objetivos

• Identificar e analisar processos produtivos, o papel e a importância da produção de álcool combustível e biodiesel a partir de diferentes matérias-primas vegetais.
• Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para economizar energia e evitar usos inadequados e predatórios dos recursos disponíveis.

Conteúdos específicos
Fontes de energia alternativas ou complementares; etanol.

Anos
1º ao 5º

Tempo estimado
Três aulas

Desenvolvimento das atividades

Primeira aula
Como vem se configurando a produção de etanol e biodiesel no Brasil e no mundo? Quais seus usos e finalidades e também suas repercussões? Em que medida tais opções energéticas podem ser uma alternativa frente ao uso de combustíveis fósseis? Como ficará a situação do Brasil, que acaba de descobrir imensas reservas de petróleo nas profundezas do oceano? São questões que chamam a atenção e podem mobilizar os estudantes para estudos e pesquisas, projetos de trabalho e sequências didáticas na escola.

Proponha aos estudantes um levantamento: como fazem seus deslocamentos diários de casa para a escola? De automóvel, transporte coletivo, a pé, de bicicleta? Quantos se valem de transporte escolar? Utilizam esquemas de carona com colegas? Quantas vezes por semana? Aproveite e peça que anotem se os veículos utilizados, nos casos em que isso ocorre, são movidos a gasolina, etanol ou óleo diesel. Para iniciar o levantamento, proponha que cada um liste os modos e meios de transporte utilizados. Em seguida, organize no quadro, com a participação de todos, um levantamento geral da classe. Peça que anotem os resultados, que servirão de referência para uma roda de conversa na aula seguinte.

Segunda e terceira aulas
Inicie a aula retomando os resultados do levantamento feito pelos alunos. Faça uma roda de conversa e pergunte o que acham de usar meios motorizados e não-motorizados de transporte. Procure saber a opinião deles a respeito das eventuais consequências. Informe, por exemplo, que o veículo a gasolina tem maior rendimento, mas emite mais gases poluentes e de efeito-estufa. Os movidos a álcool, por sua vez, são menos poluentes, mas possuem rendimento mais baixo que os que levam gasolina nos tanques. Peça também que se pronunciem sobre a possibilidade e viabilidade de fazer deslocamentos a pé ou em meios não-motorizados para a escola. Eles poderão, com isso, refletir sobre o que precisa ser feito na cidade ou no município para que tais opções possam ser utilizadas – caso da construção de ciclovias. Para encerrar, proponha a criação de painéis ou folhetos sobre os meios de transporte e respectivo combustíveis e a importância de ampliar o uso de fontes e meios alternativos para os deslocamentos.

Avaliação
Nas turmas do Fundamental I, deve-se examinar a participação de indivíduos e grupos nas tarefas individuais e coletivas e nos levantamentos propostos. Leve em conta o envolvimento e as contribuições de cada um e a compreensão das noções em jogo. Examine com atenção os painéis ou folhetos preparados por eles. No Fundamental II, é essencial avaliar o domínio progressivo de conceitos, noções e processos, como os de recursos e fontes energéticas renováveis e não-renováveis e suas relações com as dimensões econômica, social e ambiental. Avalie o conjunto das produções de textos explicativos, dos quadros e dos relatórios e apresentação de pesquisas. Reserve um tempo para que as turmas avaliem a experiência e o tema estudado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A energia eólica no Brasil e no mundo

Ciências Naturais

Introdução
Este é o último plano de aula de uma série de quatro propostas sobre energia no Brasil e no mundo. Nos planos anteriores (“A Questão da Energia no Brasil e no Mundo”, “Etanol e Biodiesel no Brasil e no Mundo” e “O aproveitamento da energia solar”), foram examinados a oferta e o consumo de energia por fonte em diferentes países, a matriz energética brasileira, o papel dos combustíveis fósseis e as fontes que vêm se consolidando nos últimos anos, como o etanol, o biodiesel e a energia solar.

A expansão de fontes alternativas está entre os principais desafios energéticos do mundo contemporâneo, para superar a dependência em relação aos combustíveis fósseis e os presentes impactos sociais e ambientais de seu uso. Outro dado fundamental é o fato de que o petróleo e o carvão mineral, por exemplo, são recursos finitos, não-renováveis – o que impõe a busca por fontes limpas, sustentáveis, renováveis e viáveis economicamente.

Neste plano, vamos examinar o papel da energia eólica, suas formas de obtenção, tecnologias, benefícios e a capacidade instalada em diferentes países e regiões do planeta para produzi-la. Se necessário, retome com os estudantes dados e conceitos apresentados nas aulas anteriores.

Objetivos
• Identificar e analisar os processos produtivos e a importância da energia eólica no Brasil e no mundo.
• Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para economizar energia e evitar usos inadequados e predatórios dos recursos naturais disponíveis.

Conteúdos específicos:Fontes de energia alternativas ou complementares; energia eólica.

Ano
1º ao 9º ano

Tempo estimado:
Três aulas

Desenvolvimento das atividades
Primeira aula
Como funciona a geração de energia a partir da força e do movimento dos ventos? Como é possível captar essa energia natural para gerar eletricidade? Como está hoje a implantação desse sistema nos diferentes países e regiões do planeta? Quais as regiões com maior capacidade instalada? Em que pé está o Brasil em termos de energia eólica?
Essas são algumas das questões que devem ser respondidas para avaliar o uso de energia eólica como fonte alternativa ou complementar no mundo atual.

Proponha aos alunos a confecção de cataventos de papel. Explique à turma que o brinquedo reproduz os movimentos dos antigos moinhos de vento – usados para moer grãos e outros alimentos. Com ele, é possível ter noção dos princípios envolvidos na geração de energia a pela força dos ventos.

Para esta aula, os alunos vão precisar dos seguintes materiais: cartolina, papéis coloridos, canudos grossos ou palitos de espetinho de churrasco, alfinetes ou tachinhas, régua, tesoura e cola. Acompanhe com atenção o manuseio desses materiais, para evitar acidentes.

As etapas para a construção do catavento são:

1) Colar os papéis coloridos sobre a cartolina ou fazer um desenho para enfeitá-la;
2) Marcar e recortar um quadrado de cerca de 20 cm de lado;
3) Dobrar o quadrado duas vezes deixando linhas diagonais marcadas e recortar ¼ de cada linha.
4) Dobrar as pontas de cada lado recortado e colar no centro do quadrado.
5) Colar um pequeno pedaço de cartolina no centro do catavento para dar mais estabilidade.
6) Pregá-lo em um espetinho ou canudo com alfinete ou tachinha.

Terminada a confecção dos brinquedos, eles podem ser colocados em local aberto para que se movimentem. Os alunos terão a chance de verificar a força e a direção do vento, que movimenta as pás do catavento, a exemplo dos moinhos de vento. Peça que registrem as etapas e conversem sobre os resultados. Eles serão aproveitados nas aulas seguintes. Segunda e terceira aulas Com base na experiência do catavento, os alunos podem fazer pesquisas sobre o aproveitamento histórico da energia eólica. Isso inclui os barcos a vela, comuns no Egito há cerca de 4 mil anos, e os moinhos de vento para moer grãos, comuns na Babilônia em 2.000 a.C., e na antiga Pérsia (atual Irã), por volta de 200 a.C.

Peça que todos coletem figuras, ilustrações, fotografias e outras imagens e construam painéis ou cartazes sobre a evolução do uso da energia eólica no mundo. Lembre-os de incluir os avanços atuais, como as modernas torres de pás e turbinas para geração de eletricidade. Os estudantes devem criar um título para o trabalho, escrever legendas para as figuras e redigir um texto sobre o uso dos ventos para produzir energia limpa e renovável. Os trabalhos podem ser expostos na escola para outras turmas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Energia nuclear e a geração de energia elétrica

 

Objetivos
- Conhecer como a energia elétrica é produzida em usinas termonucleares e termelétricas.
- Comparar o funcionamento desses dois tipos de usina.
- Produzir um folheto informativo sobre o tema.

Conteúdos
- Energia nuclear.
- Geração de energia elétrica em termelétricas e termonucleares.
- Produção de textos informativos.

Anos
4º e 5º.

Tempo estimado
Quatro aulas.

Material necessário
Textos, vídeos e animações sobre o funcionamento de usinas termonucleares, termelétricas e hidrelétricas, como os disponíveis na internet em
abr.io/vapor, abr.io/tiposdeenergia, abr.io/geracaoenergia, abr.io/viagemeletricidade, abr.io/hidrelétrica, e folhetos informativos que vão servir de material de referência para os alunos.

Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
É importante que o aluno com deficiência intelectual seja protagonista de suas ações, mesmo que não consiga acompanhar todos os conteúdos curriculares trabalhados com a turma. Talvez seja abstrato demais para ele compreender as diferenças entre as usinas nucleares e termelétricas, mas uma sugestão é fazer com que o aluno prepare uma pesquisa sobre o que é a energia e diferentes formas de obtê-la, que terá de apresentar para a turma. Ele pode realizar esse trabalho em um tempo maior, com o apoio do AEE, no contraturno. Isso vai ajudá-lo a conhecer mais sobre o conteúdo abordado, contribuir para o trabalho da turma, melhorar suas habilidades de escrita e de comunicação oral. Mas, lembre-se: isso não o exclui de participar das atividades com a classe. O aluno com deficiência intelectual opina no preenchimento da tabela juntos dos colegas e é convidado a dar sua opinião sobre a geração de energia nas discussões em sala.

Desenvolvimento
1ª etapa
Inicie o trabalho apresentando a tabela abaixo para os estudantes e pedindo que a completem. Provavelmente eles preencherão apenas alguns campos, levando em conta os conhecimentos que já possuem. A atividade é importante para fazer o diagnóstico da turma e para motivá-la a querer saber mais sobre o tema.

TIPOS DE USINAS- 

FONTE DE ENERGIA QUE UTILIZA-

COMO A ENERGIA É PRODUZIDA-

VANTAGENS -DESVANTAGENS

2ª etapa
Recolha o material e, após avaliar as respostas, inicie o trabalho. Dependendo das dúvidas apresentadas pela garotada na atividade, selecione os melhores materiais para serem trabalhados em sala. Exiba vídeos, como os indicados. Distribua as tabelas novamente e peça que, em duplas, os alunos façam correções ou as completem. Esse trabalho deve levar os estudantes a perceber, por exemplo, que nas usinas hidrelétricas as turbinas são movimentadas pela água e que isso ocorre devido ao desnível causado pela barragem. Já as termonucleares e as termelétricas têm outro princípio de funcionamento. Nessa etapa, no entanto, não é necessário que conheçam isso em detalhes. Como tarefa de casa, peça que leiam os textos selecionados sobre o tema.

3ª etapa
De volta à sala, apresente novamente a tabela às duplas. Nesse momento, é esperado que os estudantes já consigam avançar nas respostas. Apresente à classe uma situação hipotética: "Imaginem se não existissem tantos rios no Brasil - o que inviabilizaria a utilização de usinas hidrelétricas para produção de energia. Na opinião de vocês, a instalação de que tipo de usina seria mais vantajosa: a termelétrica ou termonuclear?" Para responder à pergunta, eles devem ter compreendido como esses dois tipos de usinas funcionam. O objetivo é entender que para gerar eletricidade é preciso movimentar uma turbina e que a forma como isso ocorre nas usinas termelétricas e termonucleares é semelhante. Nas termelétricas, o vapor vem da queima de combustíveis fósseis (como carvão, gás natural e óleo diesel) ou de biomassa (como bagaço de cana). Nas termonucleares, o vapor é produzido pela fissão nuclear, que ocorre nas barras de urânio ou de outro material raioativo como o plutônio.

4ª etapa
Apresente aos alunos folhetos informativos, como os da área da saúde, sobre a prevenção à dengue ou campanhas de vacinação, por exemplo. Peça que leiam e, em seguida, trabalhe com eles as características desse tipo de texto: eles possuem frases sintéticas, que apresentam informações a respeito de determinado assunto ou descrevem como ocorrem alguns processos. Em seguida, proponha que as crianças elaborem um material explicativo como esse, abordando o funcionamento das usinas termonucleares, para ser distribuído à comunidade. Para isso, elas deverão retomar os vídeos assistidos e os textos lidos e tomar notas das informações necessárias para produzir o material. Em grupos, as crianças podem organizar o folheto na forma de perguntas e respostas e com textos curtos, informando, inclusive, as vantagens e desvantagens de utilizar esse tipo de energia em relação às termelétricas. Peça que incluam desenhos e esquemas com legenda.

Produto final
Folheto informativo sobre usinas termonucleares

Avaliação
A publicação produzida pelos estudantes fornecerá indícios sobre como entenderam o processo de produção de energia elétrica com base na energia nuclear. Se necessário, proponha algumas perguntas: a energia elétrica produzida com base na energia nuclear é diferente daquela obtida em uma usina termelétrica? E com relação à obtida em uma hidrelétrica? Quais as diferenças e semelhanças entre uma usina termonuclear e uma termelétrica?